segunda-feira, 17 de outubro de 2011

EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA: A MORTE DE CEGOS BURROS

O desempenho negativo de escolas públicas, no Brasil, é matéria em jornais mundo afora. Nessa última publicação do MEC, sobre esse tema, está uma escola indígena do sudeste. Trata-se da escola indígena Txeru Ba´ e´ Kua-I de Bertioga -SP que fechou a lista em última posição.

Isso nos serve para avistar o óbvio na educação brasileira e, mais ainda, no sistema de educação escola indígena que já está consolidado no sistema nacional de educação e ainda não se consolidou no objetivo principal de preparar o estudante indígena para o “mundo externo”. Alguns especialistas defendem a tese que a educação escolar indígena serve para fortalecer a identidade indígena e prepara-los para a “integração”. E sob esse ponto de vista cabe à nós povos indígenas, refletir mais uma vez o sistema educacional e seus objetivos.

Em tempos de acessos às informações, que rapidamente são disseminadas, o preparo de estudantes para a vida coletiva por meio da escola não pode mais ser aceita. Além do mais, esse papel cabe à tradição que nos trouxe até a atualidade. Com isso, nossos estudantes possuem cotas nas universidades e não possuem conhecimentos para lá ingressarem porque a escola indígena não prepara estudante a vida fora de sua aldeia.

O resultado disso são aventureiros que se arriscam brincando de fazer educação escolar nas aldeias indígenas regredindo ainda mais no tempo escolar dos alunos. Um dado que possuo de minha região, o Vale do Javari, levantado pela organização indígena, afirma que para cada dez alunos que em 2002 concluía o ensino médio, nove não sabiam ler português claramente e muito menos interpretavam texto simples.

Esse cenário existe em virtude do vasto grupo de ongs que atuam naquela região e, disfarçadamente, afirmam trabalhar o sistema de educação escolar, mas no fundo possuem atividades estranhas à essa, inclusive ilícitas. Assim como uma, que já denunciei, em outro momento, indicando sua ligação com um biopirata e alguns institutos internacionais de pesquisa biomolecular, além da aproximação com políticos influentes.

Assim como a saúde a educação escolar possui um destaque nas bandeiras de luta do movimento indígena. Infelizmente, essa bandeira não possui o mesmo peso que a saúde. Apesar de possuir o mesmo esquema: forma-se um grupo ou facções “donas” da educação escolar indígena que dividem alguns caraminguás desviados do objetivo a que se destina, e alegremente, é dividido entre algumas líderes cegos e burros, elevados à tal categoria por liderados tal qual: cegos e burros. São assistidos pelos órgãos fiscalizadores que facilitam passivamente ratos saqueadores morrerem lentamente por serem tão cegos e burros.

Eliésio Marubo

“ a força indígena para o trabalho no Amazonas”

O outro lado da moeda