seu próprio partido político antes das eleições no país, programadas
para 2011.
Seu líder, Alberto Pizango, disse que pretende fazer campanha para
proteger a floresta e os direitos dos índios dos Andes e do Amazonas.
O anúncio acontece cerca de um ano após esses grupos terem
protagonizado um dos maiores levantes indígenas da história recente do
Peru.
Pizango, que está em liberdade condicional, acusado de liderar o
levante, disse que talvez concorra à Presidência.
Em entrevista coletiva, representantes da Aidesep (Associação
Interétnica da Selva Peruana), maior organização de índios amazônicos
do país, disseram que seu partido, a Aliança para uma Alternativa para
a Humanidade (Aphu), nasce não apenas como um partido indígena, e sim
com uma agenda nacional.
Na língua dos índios quechua, a palavra apu quer dizer "líder" ou
"deus da montanha".
Durante o evento, Pizango, que tem 45 años, disse que a Aphu "tenta
abraçar todos os cidadãos do Peru que defendem os bosques, a natureza
e a vida no planeta Terra".
Falando à BBC, o ex-ministro do Interior do Peru Fernando Rospigliosi
protestou contra o lançamento do partido e disse que Pizango "não tem
qualquer chance de chegar à Presidência".
"Isto é parte do efeito Evo, pelo qual líderes que promovem a desordem
e recorrem a uma série de atos violentos julgam que isso pode levá-los
ao poder", afirmou. "Mas o Peru não é a Bolívia. Aqui não vai
acontecer isso".
Historicamente, a população indígena na região amazônica do Peru nunca
foi representada na política nacional. Pizango disse que começou a
coletar as assinaturas necessárias para que o grupo seja reconhecido
como um partido político e que pretende fazer o registro formal em
setembro.
Protestos
A Aidesep é uma federação que reúne mais de 60 tribos do Amazonas
peruano.
No ano passado, índios protestaram violentamente contra
empreendimentos ligados à extração de petróleo no Amazonas.
Pizango nega as acusações de ter liderado o levante, em que tribos
bloquearam estradas perto da cidade de Bagua.
Mais de 30 pessoas morreram nos confrontos entre índios e policiais.
Entre os mortos, segundo relatos, estariam 24 policiais.
Pizango fugiu para a Nicarágua para evitar a prisão, mas retornou ao
Peru em maio e está em liberdade condicional.
O governo peruano estima que haja 400 mil índios na Amazônia peruana,
mas Pizango afirma que eles são em torno de um milhão.
Ao contrário do que ocorre na Bolívia e no Equador, a grande população
indígena do Peru não tem um papel ativo na política nacional peruana
nos tempos modernos.
Em junho último, o presidente do país, Alan Garcia, se recusou a
assinar uma lei que daria aos povos indígenas mais poder para
suspender projetos envolvendo mineração e extração de petróleo em suas
terras.
A lei foi aprovada pelo Congresso, mas Garcia disse que não poderia
deixar comunidades indígenas interromperem o desenvolvimento que
beneficiaria a todos os peruanos.
fonte: http://senhoradosoldosul.blogspot.com/
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ELIESIO MARUBO 2010
"A FORÇA INDÍGENA PARA O TRABALHO NO AMAZONAS!"