segunda-feira, 22 de novembro de 2010

[TERRA. IND.VALE DO JAVARI] RJ - Indígena ... Antigo Museu do Índio

Parentes:



Segue aqui uma sintese de notícias sobre a situação e atividades no Antigo Museu do Índio e na capital carioca.



Dia 20 houve a Contação de Histórias no Antigo Museu do Índio e no final desta mensagem segue o texto que a Carol Potiguara apresentou neste Evento. Texto profundo e de forte inspiração no saber ancestral.



Dia 22 (hoje) foi entregue a versão preliminar do Projeto Indígena - que propõem inclusive a criação da primeira Universidade Indígena, de interesse de todas as Etnias do País - no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, aos cuidados da Chefe de Gabinete da Secretaria de Esporte e Laser do Estado do Rio de Janeiro.  As lideranças do Antigo Museu do Indio estiveram em Brasília e também em diferentes esferas do Governo do Estado do RJ para se chegar a este desiderato.


Dia 27 haverá no Antigo Museu do Índio atividades de reike coordenadas pela  Niara do Sol durante o dia; a noite haverá o Encontro Pankararu (que foi divulgado para dia 26 por engano).


Dia 03 de dezembro o Instituto Tamoio e o CESAC - GT Cultura convocam:

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COMUNICADO A TODOS OS INDÍGENAS


A Secretaria de Direitos Humanos do Estado do RJ estará realizado o Evento "Coloquio  com a Sociedade Civil", data: 03/12,  horário: 18h30, local: Hotel Presidente na Praça Tiradentes

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Reiteramos que a situação indígena na capital carioca é gravíssima, a esmagadora maioria de indígenas vive em assentamentos precários (favelas) e ainda, como moradores de rua. Existe a possibilidade que o Projeto Indígena (apresentado hoje pelas lideranças indígenas do Antigo Museu do Índio ao Poder Público) represente uma nova era no relacionamento do Estado com os Povos Originários, portanto, a presença dos Parentes no dia 03 de dezembro é muito importante para encaminhar as PROPOSTAS INDÍGENAS para as políticas públicas no Estado do Rio de Janeiro durante a Audiência dos DHs.



Em solidariedade,


                             Miryám Hess (Hanak Killa) - http://www.grumin.org.br 



 



 



 



 



 



 



Aos filhos desta terra


Que a nossa ancestralidade seja perpetuada em cada espécie viva desta hoje cidade maravilhosa.

Que nossos filhos, netos, sementes e troncos não sejam despencadas em barreiras opressivas e esquecidos em poeiras febris.

Que cada árvore plantada seja muita mais do que uma simples sombra, seja vista como um tronco de memória, um tronco firme; a resistência do tronco envolvam braços, pernas e mãos de cada filho teu que não foge à luta quando a ordem é silenciar.

Ò Cara pintada, veja a beleza desta terra.
não ensina à desterrar e soterrar suas mais nobres raízes...
Raízes que crescem até hoje nos cabelos de cada cunhã... onde cria livremente seus filhos.

Ò amada terra, foste descoberta e adorada por quem toda hora te negou, te feriu, te humilhou que fez chorar cada filho teu e em cada lágrima brotaram águas cristalinas que banharam lutas imortais.

O que tentam a toda hora vinga r em cada filho teu e cobrir de ganância são apenas ignorâncias e isso a toda hora punir na terra em que a toda hora cuidamos, zelamos, cantamos, choramos e lutamos, e isto não morrerá num simples ataque.

O que emolduram em concreto é apenas disfarces de vosso ciúme por não ter verdadeiramente descoberto à tão desejada terra do pau-brasil.

Agora estamos vestidos, porém cada passo é a luta para fazer valer a nossa humilde existência.

Com a glória de tuas fantasias nossos filhos caminharam e quando chegaram à beira enxergaram até a alentejo e viram Caravelas de Salvação... mas a força da resistência fez dormir o sonho sob o teto de teto de palhas... que mesmo sob o fogo de humilhações nossos filhos sobreviveram ... Ó conquistador mesmo que tu não queiras nossos filhos estarão aqui.... até para curar chagas e fomes de absurdos.

Quem vela encarecidamente por nós são os guerreiros imortais que dançam a cada fogueira tra nses de nossos ancestrais.


Carolina Potyguara

Instituto Tamoio dos Povos Originários – Contação de Histórias.
Rio de Janeiro – 2010.




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ELIESIO MARUBO 2010
"A FORÇA INDÍGENA PARA O TRABALHO NO AMAZONAS!"

O outro lado da moeda