Fui hoje no local do incendio, conversei com Rosario Pankararu, Dora
Pankararu e o Tuxaua Bino Pankararu. Tem chegado doacoes de roupa em
numero razoavel.
Quem puder e quiser contribuir: enviem material escolar (as criancas
perderam tudo), leite, fraudas, cestas basicas e material de limpeza e
higiene.
Quanto aa doacao de moveis, Dora Pankararu pede que enviem depois pois
os pequenos espacos disponiveis estao abrigando dezenas de pessoas
alem das doacoes, entao nao existe local para os moveis por enquanto.
Cerca de 35 das 300 familias atingidas são de indigenas (algo em torno
de 150 pessoas indigenas atingidas num total de cerca de 1200 pessoas
atingidas pelo incendio e que perderam todo o pouco que tinham).
Andei pelo local do incendio e a cena parece aqueles territorios
palestinos apos bombardeios ... ao que parece o incendio nao teria
sido natural, mas eh quase impossivel provar algo diferente disto.
O que ficou de forte em mim foi a resistencia inabalavel e o senso de
humor tao comum aa Etnia Pankararu, tanto Rosario, quanto Dora e Bino
dao mostras de uma forca extraordinaria neste momento tao desafiador.
Que Nhanderu abencoe e proteja estas 300 familias vitimadas pelo
incendio !!!
Em solidariedade,
Miryam Hess (Hanak Killa) - http://www.grumin.org.br
On Mon, 27 Sep 2010 19:44:58 -0700 (PDT)
Joelma Couto <joelmadocouto@yahoo.com.br> wrote:
> Miryam querida,
> na sexta providenciei um lanche,sábado voltei com mantimentos e no
>domingo fui com a Marina Pita e a Débora falar com a Dora.A Débora
>estava fechando uma matéria sobre o grande número de incêndios nas
>favelas de são paulo quando infelizmente mais esta tragédia
>aconteceu..Estou tentando buscar apoio junto a conhecidos mas, na
>verdade o q sinto é uma grande sensação de impotência e revolta.
> abraços
> Joelma
>
> --- Em seg, 27/9/10, Miryam Hess <miryamhess@netjudaica.com.br>
>escreveu:
>
> De: Miryam Hess <miryamhess@netjudaica.com.br>
> Assunto: Re: [rsp] INDÍGENAS NO INCÊNDIO DA FAVELA REAL PARQUE
> Cerca de 40 famílias indígenas foram atingidas
> Para: rsp@lists.riseup.net, "Vanessa Ramos"
><ecosdaarte@yahoo.com.br>, guil_nog@hotmail.com, "Dra . Tatiana
>Belons" <belons@terra.com.br>, "Domingos" <olympya@terra.com.br>,
>pradopecci@gmail.com, "olivio jekupe" <oliviojekupe@hotmail.com>,
>sdmariano@hotmail.com, "Aracy Tupinambá"
><renata.machado.rj@gmail.com>, magguerra@gmail.com,
>joelmadocouto@yahoo.com.br, arbex@uol.com.br, alface@riseup.net,
>neferhass@gmail.com, hpbicudo@uol.com.br, "Awamirim Tupinambá"
><awamirim@yahoo.com.br>, flexaligeira@googlegroups.com,
>irmaopu@yahoo.com.br, "Yáskara" <acerci@uol.com.br>, "Florêncio
>Maytapu" <florenciovaz@yahoo.com.br>, marcosdada@yahoo.com.br,
>cerqueira.lobo@hotmail.com, alliberman@uol.com.br,
>apoiadoresdosantuario@lists.riseup.net, aguaim@uol.com.br,
>grumin@yahoogrupos.com.br, literaturaindigena@yahoogrupos.com.br,
>julianacardosopt@camara.sp.gov.br, rosariopankararu@yahoo.com.br,
>miltonbarbosamnu@hotmail.com, apecci@uol.com.br, koro@riseup.net,
> joeniac@yahoo.com.br, wilsonmatos@pop.com.br, "Edson Kayapó"
><ebprof13@bol.com.br>, edsonnka@gmail.com, regi_silva01@yahoo.com.br,
>felipe@riseup.net, oliver@riseup.net, analucia@prr3.mpf.gov.br,
>"Urutau" <guajajarama@hotmail.com>, "Soraia Khexu Mirim e Tupamirim"
><cecijaragua@prefeitura.sp.gov.br>, cmi-saopaulo@lists.indymedia.org,
>liberdade@lists.riseup.net, lobo.cerqueira@hotmail.com,
>dorapankararu@yahoo.com.br, farj@riseup.net, "Conselho Estadual dos
>Povos Indigenas de SP" <cepisp@yahoo.com.br>, fiddh@terra.com.br,
>marcosterena@gmail.com, dmunduruku@uol.com.br, ondalva@gmail.com,
>joaopaulo@mst.org.br, gilmarmauro@yahoo.com.br, negatxa@gmail.com,
>mfix@uol.com.br, tpinheiro21@gmail.com, avanifulnio@yahoo.com.br,
>egina-india@hotmail.com, klaushart@globo.com, ivalente@uol.com.br,
>redereformaagraria@googlegroups.com, valedojavari-am@googlegroups.com
> Cc: carlospankararu@hotmail.com
> Data: Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010, 20:22
>
> Jornalista Valeria e Parentes:
>
>
> Parabens Valeria pela excelente reportagem e em tempo recorde.
>
> Parentes: cabe-nos a delicada tarefa de ver o que eh possivel fazer
>para ajudar.
>
> Parente Dora Pankararu, posso contribuir com uma cesta de roupas,
>sei que eh pouco mas se cada qual fizer um pouco conseguiremos muito
>(estou escrevendo isto para estimular as pessoas a fazer cada qual
>PELO MENOS um pouco).
>
> Em solidareidade,
>
> Miryam Hess (Hanak Killa) - http://www.grumin.org.br
>
> On Sat, 25 Sep 2010 01:07:20 -0700 (PDT)
> Vanessa Ramos <ecosdaarte@yahoo.com.br> wrote:
>> INDÍGENAS NO INCÊNDIO DA FAVELA REAL PARQUE Cerca de 40 famílias
>>indígenas foram atingidas
>>
>> Vanessa Ramos*
>>
>> De um lado, a favela do Real Parque com muitas habitações
>>precárias. De outro, a Ponte Estaiada e condomínios de luxo. Um dos
>>lados exige condições dignas de moradia e sobrevivência, enquanto
>>outro prefere a preservação daquilo que tem sido um cartão-postal
>>dentro da cidade de São Paulo incitando, inclusive, o mercado
>>imobiliário. Mas apenas um lado sofre nesse momento. Um
>>incêndio atingiu a favela do Real Parque, na zona sul de São Paulo,
>>na manhã da sexta-feira (24/09). No local que era conhecido pelos
>>moradores como alojamento da Rocinha, viviam cerca de 300 famílias,
>>em um número aproximado de 1.200 pessoas, conforme informações da
>>subprefeitura do Butantã. Foi grande o desespero das
>>pessoas no local e o fogo se alastrou rapidamente nos barracos
>>construídos em madeira e em alvenaria. A maioria dos que viviam no
>>alojamento estavam trabalhando no momento e, ao receberem a
> informação, correram para socorrer pessoas da família e algum objeto
>que pudessem resgatar. Não se conhece a causa do incêndio, mas, de
>acordo com informações, não há mortos no local.
>> Poder Público
>> A Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), a Defesa
>>Civil Municipal, o Cras (Centro de Referência de Assistência Social)
>>e a Subprefeitura do Butantã estiveram reunidos no local com
>>moradores e lideranças do Real Parque. Conforme moradores locais,
>>estas representações do poder público explicaram que em um primeiro
>>momento iriam cadastrar as famílias que perderam as moradias.
>> Num segundo momento, distribuiriam um kit básico com cobertores,
>>alimentos, colchões e outros itens básicos. Além disso, afirmaram não
>>poder fazer nada imediato para abrigar as famílias. Apenas a partir
>>dos dias 28 e 29 de setembro falariam com as famílias, ofereceriam
>>uma bolsa aluguel no valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais),
>>provisoriamente por doze meses. Segundo consta, dar-se-á início a
>>construção de conjuntos habitacionais, mas, não foram apresentas
>>datas previstas.
>> Na reunião, foi alegado por membro da comunidade que as pessoas não
>>poderiam dormir na chuva. Mesmo assim, a partir das 19h00,
>>representantes do poder público fecharam o Projeto Comunitário
>>Casulo, obrigando as famílias desabrigadas a buscarem apoio e abrigo
>>de outras casas na favela. Muitos moradores ofereceram suas casas
>>para famílias que estavam até mesmo com crianças de colo. No final da
>>noite, informou-se que o poder público entregou colchões, cobertores
>>e alimentos para as famílias.
>>
>> Famílias Indígenas
>> Das cerca de 300 famílias atingidas, aproximadamente 40
>>famílias são indígenas Pankararu, sendo uma média de 180 indígenas
>>desabrigados. O povo Pankararu é originário do estado de Pernambuco e
>>começou a migrar para São Paulo já na década de 1950, lutando há
>>anos, na metrópole paulista, por melhores condições de sobrevivência
>>e permanente reconhecimento de sua identidade.
>> Maria Lídia da Silva, Pankararu, agente de saúde e
>>vice-presidente da Associação SOS Pankararu conta que a situação a
>>deixou desesperada vendo o estado caótico que estavam as famílias
>>tentando recuperar o que fosse possível. No momento, viu muitos
>>alunos de uma escola próxima incontrolavelmente, pressionando e
>>saindo do portão escolar em busca de suas famílias. "Espero que nunca
>>mais em minha vida eu veja uma situação como essa de meus parentes
>>sofrendo tanto", relata.
>> Para Maria das Dores, Pankararu e presidente da
>>Associação SOS Pankararu, "o governo do Estado não toma providências
>>cabíveis às minorias comunitárias. Não existe diálogo claro que
>>garanta o entendimento da comunidade". Para ela, a comunidade não
>>acredita nas propostas públicas, pois, não se apresentam garantias no
>>que é dito. "Não apresentam melhorias nas condições de moradia e
>>habitação". A líder indígena aponta que a comunidade Pankararu, há
>>mais de 20 anos vem solicitando uma área territorial própria que os
>>prive dessas condições humilhantes e desumanas.
>>
>> Apelo
>>
>> A liderança Ubirajara Ângelo de Souza, indígena
>>Pankararu, diz que as pessoas já viviam precariamente sem rede de
>>esgoto, com falta de saneamento básico. "Isso tudo por falta de
>>moradia e porque muitos governantes não ligam para o ser humano,
>>especialmente para nós que somos indígenas".
>> Ele afirma que as situações se repetem. Isso é visto
>>tanto no Real Parque, zona sul, como na zona leste de São Paulo onde
>>há muitas famílias Pankararu vivendo em áreas de risco e buscando
>>apoio e moradia através do poder público, para o atendimento
>>específico a indígenas que vivem em áreas urbanas. "Nós não vendemos
>>terra nenhuma a ninguém. Hoje nós pedimos um pedaço de terra e somos
>>tratados de maneira indigna. Onde estivermos, seja em qual território
>>brasileiro for, somos índios. A quem temos que pedir terra, se somos
>>donos dessas terras que foram invadidas?", reflete indignado.
>> Mesmo na situação de miséria e de descaso público, esse povo
>>indígena vem fortemente garantindo os seus usos e costumes
>>tradicionais, "independente das más condições de vida que possuem
>>nessa cidade, dentro dessa favela", aponta Dores.
>> Para muitas famílias, é desmoralizante observarem a contradição
>>luxuosa, do outro lado da favela, na região onde vivem. Se no fim da
>>década de 50, migravam de sua aldeia por causa da seca e de conflitos
>>com invasores, hoje lutam na cidade contra a especulação imobiliária,
>>por respeito aos povos indígenas que vivem em áreas urbanas, por
>>condições dignas de sobrevivência na metrópole e por uma atuação
>>rápida e séria do poder público. * do Conselho
>>Indigenista Missionário, na Grande São Paulo.
>> 25 de setembro de 2010.
>>
>>
>> AS FAMÍLIAS NESSE MOMENTO PEDEM APOIO E DOAÇÕES
>> É PRECISO MUITA SOLIDARIEDADE
>> CONTATOS DO REAL PARQUE
>> Dora (liderança indígena Pankararu) – Tel.: 8156-7367
>> Paula (Favela Atitude) – Tel.: 9838-5904
>> Cris (Favela Atitude) – Tel.: 7503-4948
>>
>>
>>
>
>
>
--
Você está inscrito no http://groups.google.com.br/group/valedojavari-am?hl=pt-BR. Grupo de discussão politica indígena do Vale do Javari e terras indígenas membro e comunidades associadas. No momento, estamos interligados a mais de 100 mil membros em todo mundo. Acesse e discuta com lideranças indígenas todos os temas em pauta pelo movimento político indígena.
Boa Discussão!
(Todas as mensagens postadas neste grupo são de responsabilidade do autor. E as mensagens podem ser utilizadas desde que seja divulgada a fonte)
ELIESIO MARUBO 2010
"A FORÇA INDÍGENA PARA O TRABALHO NO AMAZONAS!"